Outras companhias
Além das duas referidas anteriormente, outras houve, como podemos verificar no anexo IV. De uma forma resumida, podemos constatar que a Companhia do Teatro Ginásio estreou-se em Aveiro, a 30 de Maio de 1882, com O saltimbanco e, a última vez que se mostrou aos aveirenses foi, no dia 24 de Junho de 1918, com O Palácio da Marquesa. No total, subiu vinte e duas vezes ao palco do Aveirense.
A Companhia do Teatro D. Amélia fez a sua primeira aparição no dia 26 de Novembro de 1899, com A marechala. Passou doze vezes por Aveiro, muitas vezes, sofrendo alguns reveses. Com o nome de Companhia do Teatro República, deu quatro espectáculos no Aveirense, sem registos de malogro.
A Companhia do Teatro Avenida foi melhor acolhida, talvez por trazer as sempre muito apreciadas revistas. A primeira foi a 9 de Junho de 1909 – ABC. Deu vinte e cinco espectáculos, alguns trazidos pela mão de Satanela e Amarante, Maria Matos, Hortense Luz, Piero Bernardon, Vasco Morgado e Laura Alves.
Outra presença regular foi a Companhia do Teatro Apolo. Deu doze espectáculos, sendo o primeiro, no dia 18 de Março, de 1918, com a peça A mãe, e o último, no dia 13 de Julho, de 1954, com A Rosinha dos limões. Como Teatro do Príncipe Real, deu quatro representações de comédias e dramas.
Quanto às companhias do Porto, destaca-se a de Ópera do Teatro Príncipe Real que, entre 1881 e 1903 deu mais de um dezena de bem sucedidas óperas e operetas no Aveirense.
Outros artistas houve que foram igualmente bem acolhidos, na sua estada em Aveiro. Adelina Abranches, ciente do carinho que a população tinha para com os seus amadores, dedicou uma récita ao Clube dos Galitos, a 13 de Fevereiro de 1938, com a comédia Feitiço. Em troca, recebeu uma lápide comemorativa da sua passagem pela cidade. Laura Alves, foi também homenageada aquando da sua passagem, em 1959, com a peça Rainha do ferro velho, um original de Garson Kenin.

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